quinta-feira, 8 de setembro de 2016

Quais as ferramentas do Departamento de arte?

Quando eu vou ministrar um treinamento ou visitar alguma empresa convertedora algumas dúvidas surgem sobre o departamento de artes. A mais comum é o que deve ter ou quais as ferramentas do departamento de arte?
Antes vamos dar uma noção do que ou como era a alguns anos e como é hoje o serviço de confecção de clichês.
A pelo menos 20 anos atrás ou mais as clicherias em grande parte eram apenas empresas que realizavam o trabalho de gravação de clichês. Ou seja, toda a responsabilidade de montagem da arte, distorção, compensação, trabalhos e estudo de ganho de pontos, separação de cores e estudo de trapping deveriam ser realizados pela empresa convertedora. Nesta época verdadeiros artistas do desenho e arte em softwares de tratamento de imagens e desenho vetorial povoavam as empresas e seus "passes" eram caros. Alguns, me lembro no início da vanguarda da tecnologia digital para criação e arte e fotolito chegavam a ter seus salários em Dólar (salário em dólar convertido para o cambio do dia na data de pagamento). Tão raro quanto os artistas eram as ferramentas e dispositivos sejam PCs, Macs, Softwares ou outras como denstitômetros, espectofotômetros e escalas pantone.
Bom, revelado esta fase da história a tecnologia, a inovação e avanços nos desenvolvimentos de microchips e em especial no desenvolvimento de softwares mais "amigáveis" e de interface mais intuitiva e também a popularização da internet permitiu que os hardwares e softwares se tornassem mais baratos e também vídeos de treinamento e cursos fossem publicados gratuitamente das mais diferentes formas, sejam por empresas desenvolvedoras de soluções sejam por pessoas disseminando conhecimento.

Hoje é possível com pouco mais de R$3 mil você consegue comprar um pequeno computador pessoal do tipo PC com Windows original e com uns poucos dólares por mês (coisa de uns US$30,00) ter os principais pacotes de software da adobe oficiais alugados em seu computador.
O "trabalho duro" ou o "trabalho pesado" por exemplo de ter que tratar a imagem ou montar os trappings as clicherias hoje já fazem para o convertedor e muitos nem cobram por isso.
Então o que você precisa?
Antes de mais nada de uma boa parceria com sua clicheria. A Cliart é um bom exemplo de parceiro e fornecedor com excelentes recursos em sua empresa. (www.cliart.com.br).
Depois é necessário sim que se tenha ao menos um bom computador em sua empresa para abrir a arte dos clientes e efetuar trabalhos mais simples para não sobrecarregar a clicheria e para que você possa desenvolver suas artes também, pelo menos as mais simples deixando os rótulos complexos para seu parceiro de negócios, a clicheria.
Alguns softwares também são fundamentais.
O computador:
Se você é um "abastado", partir para um iMac, MacBook ou até um MacPro é muito legal, porém tenha em mente que estas plataformas e OS (sistema operacional) são muito especializados e não é para qualquer um "rodar" ou operar o equipamento. Um profissional com experiência em Apple tem que ser contratado e que tenha experiência nos aplicativos que se seguem (todos tem versão ou nasceram primeiro no Mac para depois migrarem para o PC, com exceção do Corel).
Mas, se você é daquele com um "bolso" mais humilde um bom PC já esta de bom tamanho.
O que é importante é que tenha uma boa resolução de vídeo, para isso tem que ter uma placa dedicada de pelo menos 2GB (algo pode variar de pouco mais de R$250,00 até R$900,00). A memória RAM (Random Access Memory), neste ponto economia não se justifica. Coloque pelo menos 8GB de memória RAM no PC.
O processador.
Ai entramos em um território um pouco divergente. Uns gostam do AMD outros de Intel. Não vou entrar no mérito de opinar, eu trabalho com ambos com muito sucesso e sem perdas ou variações visíveis para o trabalho que desenvolvo (tanto programação quanto desenho e arte).
Mas se busca um Processador Intel, coloque no mínimo um Core i3, mas recomendo um Core i5 ou superior. Se for AMD (que tem seu custo mais em conta que o intel) opte por um modelo FX de 4 ou 6 núcleos pelo menos para ter boa performance. Não se esqueça, quem "esquenta a cuca" na hora de renderizar uma imagem é o processador, por isso invista em bons coolers para eles.
Um monitor de boa qualidade de 20" (vinte polegadas) ou mais é fundamental para "caber" todas as ferramentas na tela.
Softwares.
Eu faço muita coisa sem gastar "um tostão" com compra de aplicativos comercial. É possível fazer desenho vetorial, tratar imagem, fechar arquivo, gerar PDF, etc., usando apenas softwares opensource. Ao final desta matéria falo mais sobre isso, vamos aos produtos comerciais.
Desenho vetorial - para desenhar uma arte ou abrir alguma enviada pelo nosso cliente é necessário ter um software que possa abrir ou importar a extensão do arquivo do cliente ou criar um do "zero" com a extensão nativa do aplicativo e posteriormente exportar.
Os mais comuns são o Illustrator da Adobe e o Corel Draw da Corel. Com exceção da Adobe que tem um programa de chamado Cloud (nuvem) onde você aluga o pacote completo da Adobe por pequena prestação mensal, a Corel não tem esta facilidade e você tem que comprar o programa que hoje esta por volta de R$2400,00 em média na loja da empresa.
O programa da Adobe permite você alugar toda a suite como o Photoshop, Illustrator, inDesign, Premier, etc., por algo que não ultrapassa US$70,00 no versão com todos os aplicativos e suporte incluídos.
Para tratamento de imagem - o Photoshop é sem dúvida a ferramenta mais difundida, prática e funcional e totalmente integrada aos outros aplicativos Adobe.
Para a parte de escritório, textos, planilhas, apresentações o Pacote Office da Microsoft que também tem um programa de aluguel como da Adobe ou o LibreOffice que é free.

Alternativas Opensource:
  • Para tratar imagem Gimp
  • Desenho vetorial Inkscape
  • Ilustração, vetorial e imagem Krita
  • Editoração e paginação Scribus
  • edição de textos, planilhas eletrônicas, apresentação, etc., LibreOffice
Como comentei acima, eu uso as soluções opensource que além de serem gratuitas possuem versões para Windows, Linux e MacOS e são na minha opinião muito boas para trabalhos rotineiros. Mas também alerto que muitas ferramentas e facilidades não se encontram nestes aplicativos. Por exemplo um Power Clip simples que fazemos no Corel no Inkscape não possui a mesma facilidade.
O Gimp por exemplo não trabalha diretamente com CMYK como o Photoshop, isso dificulta pois temos que usar outras ferramentas em conjunto para poder dar saída neste formato.
Mas os aplicativos a cada dia estão evoluindo, estão sendo corrigidos e sempre surgem um ou outro plugin ou path que acaba por corrigir e facilitar o seu uso.
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Trabalho feito com auxílio do Inkscape





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