terça-feira, 25 de abril de 2023

Passei para lembrar que a LabelExpo Bruxelas 2023 tá chegando!


 11 - 14 SEPTEMBER 2023, BRUSSELS EXPO

A maior feira de artes gráficas, banda estreita, rótulos e adesivos deste ano esta chegando. Faltam pouco mais 5 meses para que você possa ver todas as novidades mundiais em impressão flexográfica, letterpress, pré-impressão, impressão digital, materiais e insumos, técnicas, tintas, acessórios e muito mais.

Entre em contato conosco aqui e sabia mais de como pode participar e como é visitar esta que é a maior feira do setor este ano.

https://www.labelexpo-europe.com/why-visit

quarta-feira, 19 de abril de 2023

Future Print 2023 De 12 a 15 julho 2023


 Future Print será realizado em Expo Center Norte São Paulo de 12 a 15 julho 2023 apresentando as novidades de empresas de Brasil e internacionais relacionadas aos setores de Tecnologia Digital, Máquinas de Impressão, Impressão, Indústria Têxtil, Impressão Digital 

With a large volume and diversification of brands and products, the last edition in 2022 attracted more than 40,000 visitors in search of news and trends. Our next meeting is scheduled: from the 12th to the 15th of July 2023, mark your calendar right now and don't miss out!

https://www.feirafutureprint.com.br/en/home.html

quarta-feira, 5 de abril de 2023

Puxada pelo pé ou pela cabeça o que é isso?

Quando rebobinamos um trabalho em flexografia é comum informarmos como deve ser a puxada do desbobinamento ou seja, o sentido de desenrolar no cliente quando este compra bobinas impressas.

De forma genérica temos 8 tipos de puxada ou posições de desbobinamento que são:

Puxada pelo pé, externa - também puxada pela base do texto ou legível
Puxada pela esquerda, externa - também desbobinamento pelo início do texto, ou margem esquerda do texto
Puxada pela cabeça, externa - puxada pelo topo do texto ou ilegível
Puxada pela direita externa - puxada pelo fim do texto ou a margem direita do texto
Puxada pela cabeça, interna
Puxado pelo pé, interna
Puxada pela esquerda, interna
Puxada pela direita, interna


Os mesmos complementos se aplicam ao rebobinamento interno. Mas vejam, estes são os nomes mais comumente utilizados no chão de fábrica e em ambiente industrial, por isso, e como são nomenclaturas sem padronização que podem variar de empresa para empresa é sempre importante utilizar as imagens ou ícones como os mostrados acima para identificar corretamente como o cliente deseja receber o material impresso. 

E se for sem impressão? Bem neste caso não altera nada. a não ser que tenha um corte de faca especial e a faca possa ser montada das duas formas (inverter a engrenagem) em máquina.

Sempre é importante lembrar que a posição de saída que deverá ser entregue ao cliente implica e define como será feita a montagem dos clichês baseado nas etapas e como será também desenvolvida a arte do cliente, por isso, este dado é muito importante.

Um puxada errada pode, no caso de aplicadores automáticos de etiquetas ou máquinas flowpack ou formadoras de embalagens montar a mesma de forma errada colando ou criando a embalagem de cabeça para baixo, invertida, rótulo no lugar do contra-rótulo e pior, o lado interno invertido com o externo.




segunda-feira, 3 de abril de 2023

Calculando rolinhos de etiquetas


As etiquetas comerciais para automação comercial, etiquetas de balança e até as antigas etiquetas de precificação são comercializadas por rolos e não por unidades. 

Mas para se preparar os cálculos, saber quantos metros quadrados de material vai ser usado e até o tempo de produção devemos saber quanto vale a metragem e quantas etiquetas existem no rolo o o que isso representa em metros quadrados de material a ser processado.

Não vou entrar em muitos detalhes sobre como fazer os cálculos por que de uma valor ou outro, desta vez vou colocar aqui direto um programinha escrito em C (como venho fazendo nos últimos posts) para auxiliar você a compreender quais as contas e a fórmula genérica de obter estes valores para os cálculos.

Lembro que não há pretensão de ensinar aqui pelo blog a ninguém a se tornar um programador ou expert em programação ou cálculos, para isso eu tenho um curso (treinamento, tanto para linguagem de programação mais visual, com IDE bacana, com botões, uso do mouse e em outras linguagens como C#, Java e Python) e também para mais detalhes sobre o processo flexográfico e seus controles e procedimentos tenho um treinamento também ok.

Mas vamos lá o que precisamos converter em geral na indústria:

  • devemos pegar a metragem do rolo e saber quantas etiquetas possui;


  • ou temos o tamanho da etiqueta e queremos saber quantos metros serão necessários para uma quantidade específica ou ainda
  • queremos saber com a largura e altura da etiqueta quantos metros quadrados tem um rolinho

Como disse o programa abaixo é somente um pedacinho do que pode ser aprendido em meu treinamento, por este motivo ele esta bem enxuto, com algumas variáveis fixas, em um programa real mais dados são inseridos para maior precisão, mas com este algoritmo abaixo já é possível ter bom acerto nas medidas, quantidades e custos.

/**
* DESENVOLVIDO POR ROBSON SIMÕES
*  CALCULA ROLINHOS ETIQUETAS
*
*/
/*
    Este programa é um software livre; você pode redistribuí-lo e/ou
    modificá-lo sob os termos da Licença Pública Geral GNU como publicada
    pela Free Software Foundation; na versão 3 da Licença, ou
    (a seu critério) qualquer versão posterior.

    Este programa é distribuído na esperança de que possa ser útil,
    mas SEM NENHUMA GARANTIA; sem uma garantia implícita de ADEQUAÇÃO
    a qualquer MERCADO ou APLICAÇÃO EM PARTICULAR. Veja a
    Licença Pública Geral GNU para mais detalhes.

    Você deve ter recebido uma cópia da Licença Pública Geral GNU junto
    com este programa. Se não, veja .

*/

#include 
#include 

float metragemRolinhos(int, int, int);
float metroParaQT(float, int, int);
float metro2(int, int, int);
float metrolinear;
int opc;
int altur, largu, montlateral, quant;

int main()
{
     while(opc!= 4){
        metrolinear = 0;
        altur = 0;
        montlateral = 0;
        quant = 0;
        largu = 0;
        printf("*****  CALCULA ROLINHOS DE ETIQUETAS  *****\n");
        printf("- ESCOLHA UMA OPÇÃO:\n");
        printf("- 1 - tamanho para metros\n");
        printf("- 2 - metros para quantidade\n");
        printf("- 3 - metros quadrados por rolo\n");
        printf("- 4 - SAIR\n");
        printf("-------------------------------------------------------------\n");
        printf("-> ");
        scanf("%d", &opc);
        switch(opc){
            case 1:
                printf("Altura etiquetas em mm: ");
                scanf("%d", &altur);
                printf("Quant. etiquetas rolo uni.: ");
                scanf("%d", &quant);
                printf("Montagem lateral: ");
                scanf("%d", &montlateral);
                metrolinear = metragemRolinhos(altur, quant, montlateral);
                printf("Metros lineares por rolinho = %.2f m/l\n", metrolinear );
                printf("\nfim\n----------------------------------------\n\n");
            break;
            case 2:
                printf("Digite a metragem do rolinho: ");
                scanf("%f", &metrolinear);
                printf("Altura etiquetas em mm: ");
                scanf("%d", &altur);
                printf("Montagem lateral: ");
                scanf("%d", &montlateral);
                quant = metroParaQT(metrolinear, altur, montlateral);
                printf("Metros lineares por rolinho = %5d uni.\n", quant );
                printf("\nfim\n----------------------------------------\n\n");
            break;
            case 3:
                printf("LARGURA da etiqueta em: ");
                scanf("%d", &largu);
                printf("ALTURA etiquetas em mm: ");
                scanf("%d", &altur);
                printf("Quantidade etiquetas rolinho: ");
                scanf("%d", &quant);
                metrolinear = metro2(altur, largu, quant);
                printf("Metros Quadrados por rolinho = %.3f m².\n", metrolinear );
                printf("\nfim\n----------------------------------------\n\n");
            break;

        }
     }

    return 0;
}
// calcula metragem dos rolinhos
float metragemRolinhos(int altu, int qt, int montlat){
    float altm = (float)(altu + 3)/1000;
    float metrol = (altm * qt)/montlat;
    return metrol;
}
// calcula metros para quantidade
float metroParaQT(float ml, int tme, int montl){
    float tml = (ml * montl);
    float et = (float)(tme + 3)/1000;
    return tml/et;
}
// calcula metros QUADRADOS ROLO
float metro2(int ae, int le, int qt){
    float aem = (float)(ae + 3)/1000;
    float lemw = (float)(le + 4)/1000;
    float mq = aem * lemw;
    float tm2 = (float)(mq * qt);
    return tm2;
}

sexta-feira, 31 de março de 2023

Exemplo de programa para calcular repeat de Engrenagens


 Conforme prometido segue o programinha em C para calcular o repeat das engrenagens de Z30 até Z100 em Módulos M1, M1.5 e 1/8CP.

Se você deseja aprender mais sobre os cálculos envolvidos na indústria gráfica, flexografia, sobre o processo e como programar, desenvolver orçamentos e ordens de produção conte com a minha expertise no assunto. Agende uma Consultoria ou treinamento e obtenha todos os conhecimentos para você ficar Expert no assunto!

/**
* DESENVOLVIDO POR ROBSON SIMÕES
*  CALCULA PERÍMETRO PELA ENGRENAGEM
*  MÓDULOS 1, 1,5 E 1/8cp
*/
/*
    Este programa é um software livre; você pode redistribuí-lo e/ou
    modificá-lo sob os termos da Licença Pública Geral GNU como publicada
    pela Free Software Foundation; na versão 3 da Licença, ou
    (a seu critério) qualquer versão posterior.

    Este programa é distribuído na esperança de que possa ser útil,
    mas SEM NENHUMA GARANTIA; sem uma garantia implícita de ADEQUAÇÃO
    a qualquer MERCADO ou APLICAÇÃO EM PARTICULAR. Veja a
    Licença Pública Geral GNU para mais detalhes.

    Você deve ter recebido uma cópia da Licença Pública Geral GNU junto
    com este programa. Se não, veja .

*/

#include 
#include 
#define PI 3.15
#define CP18 1.0106

float repeat(float);
int opc;

int main()
{
    while(opc!= 4){

        printf("*****  CALCULA PERÍMETROS DE ENGRENAGENS Z30 ATÉ Z100  *****\n");
        printf("- ESCOLHA UMA OPÇÃO:\n");
        printf("- 1 - M 1\n");
        printf("- 2 - M1.5\n");
        printf("- 3 - CP 1/8\n");
        printf("- 4 - SAIR\n");
        printf("-------------------------------------------------------------\n");
        printf("-> ");
        scanf("%d", &opc);
        switch(opc){
        case 1:
            repeat(1);
            break;
        case 2:
            repeat(1.5);
            break;
        case 3:
            repeat(CP18);
            break;
        }

    }
    return 0;
}

//função executa repeat
float repeat(float m){
    int i;
    float calcula;
    for(i = 30; i <=100; i++){
        calcula = (i * m)*PI;
        printf("\nZ-%3d repeat = %.2f mm", i, calcula);
    }
    printf("\nfim\n----------------------------------------\n\n");
    return 0;
}



terça-feira, 28 de março de 2023

Como e feito o desenvolvimento (repeat) de um cilindro flexo?


As embalagens e rótulos feitas em flexografia assim como as caixas de papelão impressas em flexo utilizam o cilindro porta clichês para servir de suporte dos clichês (fôrmas de impressão).

Através do tamanho do porta clichês podemos dimensionar uma embalagem ou um rótulo e quanto maior o diâmetro do porta clichês tanto maior pode ser o produto impresso ou tantas mais podem ser as imagens e múltiplos colocados em seu perímetro.

Exemplo, um cilindro porta clichês que tem um desenvolvimento de 300mm pode contar uma única imagem (clichê) com 300mm de comprimento ou múltiplos como: 2 imagens de 150mm, 3 imagens de 100mm, 4 imagens de 75mm, 10 imagens de 30mm e assim por diante.

Claro que existe um tamanho mínimo aceitável que seja permitido o repeat e a geometria do trabalho que será impresso.

 Não vamos perder muito tempo em explicar o porta clichês pois em alguns post mais antigos já falei bastante sobre eles, mas em como se chega no repeat de impressão.

O repeat de impressão é dado pelo diâmetro primitivo da engrenagem (supondo que estamos falando em cilindros engrenados em não da tecnologia Gearless ok, que ai é outro conceito e outra forma de calcular).

Vamos comentar somente de como se faz o cálculo usando engrenagens de dente reto, para engrenagens helicoidal o cálculo tem outras regras e constantes que devem ser incluídas e o propósito deste artigo é dar uma noção de como se faz o cálculo. Para aprender como ser faz com todos os tipos de engrenagens, módulos, passos de helicoidal etc, podem entrar em contato para um treinamento específico.

Para calcular o perímetro (repeat) é muito fácil:

Repeat = DP * Pi;

onde: 

  • repeat é o perímetro;
  • DP é o diâmetro primitivo da engrenagem e
  • Pi é a constante aredondada para 3.15

E para saber o DP é simples

DP = Z * M

onde: 

  • DP é o diâmetro primitivo;
  • Z é a quantidade de dentes da engrenagem e
  • M é o módulo da engrenagem (o tamanho da ferramenta que gravas os dentes em uma analogia particular)

Então o exemplo para achar o DP de uma engrenagem Z 40 módulo 1 fica assim:

DP = 40 X 1 

DP = 40mm

E se a engrenagem for de 40 Dentes (Z40) e módulo 1.5?

DP = 40 + 1.5

DP = 60mm

E o repeat para Z40 M 1?

Repeat = 40 X 3.15

Repeat = 126mm

E para Z40 M 1.5?

Repeat = 60 X 3.15

Repeat = 189mm

Fácil não é?

E um próxima publicação vou deixar um exemplo de um programinha que gera repeat de engrenagens de Z30 até Z100 em módulos M1, M1,5 e CP 1/8

Mas caso você queira um curso ou treinamento neste e em outros cálculos, desenvolver um aplicativo para suas necessidades de cálculos e variáveis em sua empresa ou negócio, entre em contato.

Até o Próximo post!

sexta-feira, 24 de março de 2023

O que deve conter uma ordem de produção (OS ou OP)?

 


Cada empresa, dependendo de sua organização interna, equipamentos disponíveis e etapas de produção pode variar o conteúdo de uma ordem de produção (OP) ou uma OS (ordem de serviços), é impossível ter duas empresas com ordens de produção exatamente idênticas ou que compartilhem das mesmas necessidades de informação para se fabricar algum produto.

Isso se dá pelo fato de que cada empresa é uma entidade particular com necessidades e recursos únicos e exclusivos, assim como técnicas e colaboradores comprometidos ou não com seu trabalho, empresa ou resultados.

Algumas empresas possuem uma única ordem de produção que nasce quando o orçamento é aprovado e acompanha o desenvolvimento do produto em cada etapa de fabricação até chegar a expedição onde é dado baixa na mesma e inicia-se o processo de faturamento, produto acabado por assim dizer e pronto para entrega.

Já, há empresas de porte maior que, devido as etapas e complexidade de seus produtos possuem uma ordem de serviço para cada etapa do processo, que contém somente os dados e informações necessárias para aquela etapa do processo, ao ser concluída cada OS no setor a que ela pertence esta dá o start da próxima OS para a próxima etapa do processo sendo incluído na programação daquele novo processo para compor ou concluir o produto. Ao final do processo, todas as OSs finalizadas compõem um produto.

Há vantagens e desvantagens em cada um dos métodos de geração de OS mencionadas acima. A OS única é muito bom para empresas com poucas etapas onde todos os dados para compor o produto possam ser distribuídos em uma ou duas folhas de produção (o formulário da OS). Empresas de pequeno e médio porte e produtos de baixo índice de complexidade que não necessitam de detalhes técnicos, formulações, gráficos ou desenhos técnicos como visão explodida e desenho de fabricação que são usados para explicar como se deve produzir.

A implantação e estar em conformidade com normas da ISO podem interferirem também no conteúdo e em como as OSs ou OPs devem ser compostas e a ordem com que as informações são distribuídas no formulário. Sempre devemos ter em mente que a ordem de serviço deve ter um COMEÇO, MEIO E FIM. 

Uma ordem de produção nada mais que que um roteiro de como se deve produzir e com o que se deve produzir, neste ponto entendemos que a ordem de produção então deve iniciar pela separação das matérias primas e insumos necessários e não pela expedição ou impressão, ou seja, uma ordem lógica do processo e suas etapas devem ser organizadas apropriadamente para facilitar não só a leitura mas a qualidade e a compreensão da mesma e assim ter no final um produto perfeitamente em conformidade com o solicitado pelo cliente e traduzido na OS.

Dito isso, podemos então reunir ao menos as informações mínimas que uma OS deve ter para uma empresa genérica. Estas informações estarão presentes tanto em uma empresa pequena de uma única máquina que não possui grandes recursos tecnológicos quanto para uma empresa de grande porte com inúmeros setores inclusive o de PCP, CQ, pós vendas e relacionamento com o cliente.

São estes os dados mais comuns, mínimos e necessários para produção de rótulos e etiquetas (para banda larga, se desejarem é só pedir eu faço uma matéria - post - sobre o assunto):

  • cliente - dados para quem esta se produzindo;
  • nome do produto - nome do trabalho, produto ou como ele é conhecido internamento ou pelo cliente;
  • tipo de material usado - se é couchê, bopp, pe, branco fosco, etc;
  • quantidade de cores - se é impresso, se é cromia, se tem pantone, etc.
  • dimensional do trabalho - altura e largura
  • como o cliente quer receber - se em bobina, folhas, montagem dupla (2 carreiras), ou mais montagens, quantidade por rolo, pacote ou caixas;
  • prazo de entrega previsto e combinado com o cliente - a data que prometeu ou que o cliente acordou em aceitar o produto - entende-se aqui que o produto deve estar no cliente na data que foi acordado e não terminado na impressão, importante isso.
  • DADOS PARA PRODUÇÃO:
    • Tipo de faca - montagem e modelo da faca selecionado para o trabalho quando tem corte;
    • largura do material para impressão ou conversão;
    • metragem necessária para a produção calculada e prevista;
    • tintas para a produção - cores, pantone, referencias e quantidades calculadas prevista;
    • dupla face a ser utilizado - acolchoado, quantidade, densidade;
    • solventes e diluentes - quando tinta a base de solvente ou quando necessário diluentes e compostos como retardador, antiespumante, color booster, etc.
    • material para limpeza - solventes, estopa, panos, etc;
    • tubetes ou caixas para embalagens
    • materiais de acabamento - fita adesiva, saquinhos, elásticos, etiquetas de identificação e informação dos rolos/caixas;
    • Máquina principal - máquina usada para a produção e personalização;
    • Máquina para acabamento - máquina usada para acabamento ou para aplicação de hot-stamping, corte fora, repasse, etc;
    • Máquina para revisão / rebobinamento - rebobinadeira ou outro tipo de equipamento para inspeção;
    • setor de acabamento - quando necessário incluir o setor de acabamento que pode ser a aplicação de cordão, ilhos, dupla face, etc
    • expedição.


Basicamente se estes dados, colocados de forma simples mas visível na Ordem de Serviços ou Ordem de Produção (OS e OP respectivamente) trará para a equipe de produção, aquela que esta no chão de fábrica, clareza de como e quando produzi e o que produzir com o que.

Para mais informações de como montar uma OS ou um orçamento para sua empresa e linha de produção podem entrar em contato. Monto uma consultoria para que você possar ter todas as informações necessárias em um formulário útil e prático para seu negócio.

 

terça-feira, 21 de março de 2023

Sempre foi usado dupla face para colar clichês no cilindro?

baquelite e clichê borracha

 Um leitor, da nova geração de impressores flexográficos, me perguntou se sempre foi usado dupla face para colar clichês.

Não, o dupla face com a tecnologia que hoje ele tem é coisa recente, os tão famosos dupla face acolchoado de 0,38mm de espessura e mais recente ainda a escolha de densidade para a fita para cada tipo de trabalho é coisa de uns 25 anos pra cá e hoje esta realidade esta em quase todas as empresas.

Com algumas exceções usa-se ainda dupla face de tecido, conhecido como "esparadrapo" em algumas empresas para trabalhos mais "brutos" e simples e até o dupla face de papel.

Mas nos primórdios da flexografia usava-se cola benzina e até cola de sapateiro (cola de contato) diretamente no cilindro porta clichê e no verso dos clichês que eram feitos de borracha vulcanizada.

Antiga máquina flexo

Havia uma máquina que no seu porta clichês tinha uma abertura (gap) que você montava o clichê previamente colado em uma folha de cartão e prendia as pontas nesta abertura através de um sistema de um eixo excêntrico fixando as pontas deste cartão. Este cilindros eram similares aos cilindros de cauchu ou de blanqueta da off-set

A evolução ocorreu quando a oferta de, primeiro os dupla faces de papel surgiram e posteriormente os de tecido, seus custos também se tornaram mais atrativos e a facilidade de uso e agilidade no processo compensava os valores a mais pagos por esta tecnologia.

Outro ponto forte que levou a evolução das fitas dupla face foi a estabilidade dimensional em toda sua extensão, mesmo os de papel e tecido são muito mais estáveis em sua espessura ao logo de uma área do que a aplicação de cola sobre um cilindro seja com os dedos, espátula, pincel ou outra coisa qualquer.

Anos depois, em busca de maior qualidade e profissionalismo tanto do produto quanto do setor surgiram em pesquisas e avanços tecnológicos os dupla faces acolchoados.

Claro que esta tecnologia tem seu custo (ou preço se preferir), mas por trás deste custo estão muitos estudos, um produto confiável e especialmente desenvolvido para os resultados de qualidade tanto de fixação (seu primeiro objetivo) quanto de reprodução gráfica de uma imagem, texto ou traços.


segunda-feira, 20 de março de 2023

Programinha para calcular os clichês e seu preço

 


Na última publicação falamos sobre como é calculado a área de clichês para auxiliar e compor o orçamento em uma formatação de preço de vendas, seja de etiquetas ou embalagens.

Agora, como já estou ensinando a vocês como se aplica estes cálculos em programação, para ser usado em seus sistemas de gestão, composição ou desenvolvimento de aplicativo para sua empresa vai ai abaixo o exemplo do código escrito em C.

Caso deseje um aplicativo personalizado, que tenha janelas interativas para rodar em seu Windows, Linux, android ou iOS pode entrar em contato. Se precisa de uma consultoria técnica para o desenvolvimento de uma aplicação, treinamento de sua equipe na área flexo, não deixe de enviar sua solicitação para mim que vou formular uma oferta de treinamento, curso ou suporte para sua necessidade e empresa.

"Borá lá para a solução do problema!"

/**
* DESENVOLVIDO POR ROBSON SIMÕES
*  CALCULA A ÁREA DOS CLICHÊS E SEU PREÇO
*  COBRADO POR CLICHÊ E POR TOTAL
*/
/*
    Este programa é um software livre; você pode redistribuí-lo e/ou
    modificá-lo sob os termos da Licença Pública Geral GNU como publicada
    pela Free Software Foundation; na versão 3 da Licença, ou
    (a seu critério) qualquer versão posterior.

    Este programa é distribuído na esperança de que possa ser útil,
    mas SEM NENHUMA GARANTIA; sem uma garantia implícita de ADEQUAÇÃO
    a qualquer MERCADO ou APLICAÇÃO EM PARTICULAR. Veja a
    Licença Pública Geral GNU para mais detalhes.

    Você deve ter recebido uma cópia da Licença Pública Geral GNU junto
    com este programa. Se não, veja .

*/
#include 
#include 
int areaCliche(int, int, int, int);
char c;
int larg, slarg, altu, aaltu, cm2cliche, qtc;
float precocm;

int main()
{
    slarg = 2;
    aaltu = 3;
    while(c!= 's'){
        printf("*****  CALCULA ÁREA DOS CLICHÊS E PREÇO  *****\n");
        printf("- Digite 's' para sair -----------------------------------\n");
        printf("- Digite numeros inteiros em centímetros\n- ex: 85mm use 9cm\n");
        printf("----------------------------------------------------------\n");
        printf("Largura do trabalho (clichês) em cm: ");
        scanf("%d", &larg);
        printf("Altura do trabalho (clichês) em cm: ");
        scanf("%d", &altu);
        printf("Quantidade Clichês: ");
        scanf("%d", &qtc);
        printf("Preço cm quadrado R$: ");
        scanf("%f", &precocm);
        printf("\n-------------R E S U L T A D O S------------------\n");
        cm2cliche = areaCliche(larg, slarg, altu, aaltu);
        printf("\nárea de um clichê = %d cm²", cm2cliche);
        printf("\ncusto de um clichê = R$ %.2f", (cm2cliche * precocm));
        printf("\nárea TODOS clichês = %d cm²", (cm2cliche*qtc));
        printf("\ncusto TODOS clichê = R$ %.2f", ((cm2cliche*qtc)* precocm));
        printf("\n\n");
        scanf("%c", &c);
    }
    return 0;
}

// função para calcular a área dos clichês
int areaCliche(int lc, int sl, int ac, int sa){
    return (lc + sl) * (ac + sa);
}


sexta-feira, 17 de março de 2023

Como é calculado o preço do clichê de fotopolímero?

 Hoje nem tanto mas por muito tempo o clichê de fotopolímero foi conhecido como clichê de Cyrel®. Sim a marca da DuPont® serviu de metonímia para nomear todos os tipos de clichês fabricados a partir de polímeros fotossensíveis.

O fotopolímero, que hoje chamamos somente de clichês possuem vários fabricantes, além da pioneira DuPont®, mas não estamos aqui para contar a história deles e sim para saber como a clicheria calcula o cm² (centímetro quadrado) e nos cobra pelo clichê.

Vejam, estes cálculos abaixo apresentados são genéricos e que de clicheria para clicheria o critério da "área cega" (ponto da pega das pinças e da distância entre o grafismo e a borda) pode variar, mas é um ponto de partida para ser utilizado em seus orçamentos. 

Vou considerar o exemplo para a indústria de banda estreita no cálculo (empresas convertedoras de rótulos e etiquetas) mas você pode facilmente adaptar para a banda larga ok, basta usar os valores das medidas de sua embalagem, vezes as montagens e quantidades de cores que dá certinho também.

Então como a Clicheria faz para cobrar o clichê?

O clichê é cobrado por cm² gravado ou de fotopolímero entregue a você. Em geral as clicherias tem um valor mínimo que é um tamanho de área para gravar os clichês que pode variar de clicheria para clicheria mas que grande parte adotou é de  20cm X 10cm (20 centímetros comprimento por 10 centímetros largura) e o que estiver abaixo deste valor nem se faz o cálculo se aplicar o valor mínimo ok?

Outro detalhe a clicheria inclui em cada placa (clichê) uma área de pinça ou área morta, que seria como um esqueleto nas laterais de cada clichê que é para que a pinça da máquina gravadora e expositora possa trabalhar sem danificar ou interferir na área de grafismo (imagens ou textos). Aqui também cada clicheria tem um critério, algumas adotam 2cm a mais de cada lado, outras adotam 1cm isso depende muito da máquina que ele possui para copiar e gravar o clichê. Máquinas mais antigas requerem mais espaço de pinça, máquinas mais modernas possuem uma área menor.

Eu particularmente para o cálculo genérico prefiro adotar 1,5cm a mais de cada lado, e depois do clichê pronto quase sempre acabo "pagando mais barato" pois nas montagens eles fazem uma "otimização" de espaço para gerar economia e menos desperdícios e lixo.

Mas como é feito o cálculo de área?

TA = ((LC cm + 2cm) X (AC cm + 3cm)) X qtCores

  • TA - total de área
  • LC - largura do clichê em centímetros
  • AC - altura do clichê em centímetros
  • qtCores - quantidade de placas ou cores, exemplo se for uma cromia temos 4 placas uma para Cyan, outra para Magenta, mais uma para Yellow (Amarelo) e finalmente uma para o Black (preto)

Basicamente é isso, vamos ver na prática para um clichê que tem um comprimento total baseado na nossa já conhecida engrenagem de Z40 M 1 = 126mm e uma largura de 90mm. IMPORTANTE, a clichêria não trabalha com números quebrados ou de ponto decimal, por isso, se sua impressão ou etiqueta tem 125,4mm, arredonde sempre para mais vai virar 126mm, se for largura 88mm arredonde para 90mm ok.

TA = ((9,0 + 2)X(12,6 + 3)) X 4 - mm para cm basta divide por 10

TA = (9,2 X 12,6) X 4

TA = (10 X 13) X 4 - houve aqui o arredondamento

TA = 130 X 4

TA = 520cm²

Note que o valor máximo que eu teria de centímetros quadrados para o cálculo de custo seria de 520cm², com este valor já consigo ter uma ideia de quanto vou pagar o clichê (como eu disse o método que eu uso em mais de 90% dos casos eu sempre paguei menos, pois como eu acrescento valores em todas as placas referente as margens e pinças desconsiderando a otimização na produção, a clicheria sempre otimiza usando a menor área possível, acaba que o valor pago diminui).

Agora qual seria o preço total dos clichês se o valor do cm² cobrado pela clicheria fosse hipotéticos R$0,19 (dezenove centavos o cm²)?

Bem fácil:

Cada placa tem 130cm² multiplicado por R$0,19 total = R$24,70

Mas eu tenho 4 cores a serem impressas com a mesma medida, então 4 x R$24,70 = R$98,80

Lembrando que se o valor mínimo de sua clicheria for R$150,00 de compra (para venda), então estes clichês ficarão em R$150,00 e não em R$98,80.

Para evitar este tipo de cobrança pelo valor mínimo, sempre enviem a maior quantidade possível de clichês (aqui o correto seria artes para gerar clichês), para uma mesma clicheria, isso faz com que eles otimizem ao máximo as placas, processo de exposição e gravação e o custo final para você será bem mais atraente.

No cenário competitivos que estamos vivendo e políticas financeiras, aumentar a margem de lucro depende de comprar melhor e pagar menos otimizando os serviços, economizando materiais e tempos em logística e processos.



 

 


quarta-feira, 15 de março de 2023

Esta chegando a Labelexpo 2023!

 


Passei aqui rapidinho para lembrar você que a edição 2023 da LabelExpo esta chegando!

Entre os dias 11 e 14 de setembro de 2023, em Bruxelas na Bélgica, ocorre uma das maiores ferias (se não a maior) dedicadas os segmentos de rótulos, etiquetas, pequenas embalagens, impressão digital de banda estreita no mundo.

É muita coisa para ver, aprender, conhecer, vivenciar. Visitar esta feira trará para você empresário do setor novas ideias e perspectivas para alavancar ou turbinar seu negócio aqui.

Estamos aqui montando um grupo e planejando visitar esta feira, caso tenha interesse em participar é só entrar em contato ok?

Para saber mais sobre a LabelExpo, expositores, localização e detalhes de como participar como expositor ou visitante:

https://www.labelexpo-europe.com/ 


segunda-feira, 13 de março de 2023

Calculando a distorção


Como prometido no post de Como é feita a distorção, vamos mostrar como é o cálculo e um exemplo de programa em linguagem C que pode facilmente ser adaptado ao seu Windows, Linux ou Mac ou ainda em outra linguagem.

Vamos lá, tudo começa com os dados do trabalho:

  • altura do trabalho, largura do trabalho, espaços entre montagens na largura e altura;
  • engrenagem do porta clichês que será usado (ou o cilindro, baseio-me sempre pela engrenagem já que uma mesma engrenagem pode ser usado para cilindros para clichês de 1,7mm ou 1,14mm) e módulo de engrenamento;
  • montagem lateral e montagem na altura - a montagem na altura é conseguida através do repeat, que já vimos no post: Como eu escolho meu porta clichês.

 Basicamente só precisamos disso ai para calcular a distorção, agora a fórmula:

DT = ((DPC +  2 X dupla face) + 0.1mm pressão)  * Pi

 Eu coloquei a fórmula ai em cima bem reduzida, uma vez que já falamos de como obter o diâmetro primitivo da engrenagem, diâmetro do cilindro desnudo, etc...em postagens anteriores. Para saber como chega a estes cálculos veja as postagens mais de cada assunto aqui mesmo no blog.

Vamos fazer uma exemplo - vou usar só os dados para este cálculo os outros dados vou explicar em uma próxima postagem:

  • altura do trabalho = 60mm + esqueleto de 3mm;
  • engrenagem Z = 40;
  • módulo engrenagem = 1;
  • dupla face espessura = 0,38mm
  • clichês espessura = 1,7mm

Como eu já ensinei a fazer o cálculo do repeat e também do porta clichê em outras publicações vou resumir aqui:

  • repeat = 125,66mm
  • porta clichês desnudo = 35,84mm

agora o cálculo acima substituindo na fórmula:

DT = ((35,84 + 2 x 0,38)+ 0.1) x 3,15

DT = ((35,84 + 0,76)+0,1) x 3,14

DT = (36,6 + 0,1) x 3,15

DT = 36,7 * 3.15

DT = 115,61mm

Então a distorção (redução) terá que ser aplicada no comprimento (no sentido de enrolar no cilindro) para 115,61mm.

Fácil não é?

Agora como isso ficaria em um programa C (caso queira que eu desenvolva para você um aplicativo com este e outros cálculos em uma interface gráfica para android, iOS, pc basta entrar em contato) Se quiser aprender a programar e usar estes e outros cálculos em sua empresa, só chamar aqui.

 /**
* DESENVOLVIDO POR ROBSON SIMÕES
*  APLICATIVO PARA CACULAR O MELHOR PORTA CLICHÊS
*  PARA O USO COM ETIQUETAS ADESIVAS
**/
/*
    Este programa é um software livre; você pode redistribuí-lo e/ou
    modificá-lo sob os termos da Licença Pública Geral GNU como publicada
    pela Free Software Foundation; na versão 3 da Licença, ou
    (a seu critério) qualquer versão posterior.

    Este programa é distribuído na esperança de que possa ser útil,
    mas SEM NENHUMA GARANTIA; sem uma garantia implícita de ADEQUAÇÃO
    a qualquer MERCADO ou APLICAÇÃO EM PARTICULAR. Veja a
    Licença Pública Geral GNU para mais detalhes.

    Você deve ter recebido uma cópia da Licença Pública Geral GNU junto
    com este programa. Se não, veja .
*/

#include 
#include 

// define PI
#define PI 3.15

float diaPC(int, float, float);
float repeatPC(int);
float distorcaoCliche(float, float);

char c;
float pcd;


int main()
{
    while(c != 's'){
        int gear = 0;
        float dufa = 0;
        float clic = 0;
        printf("\n***********************************\n");
        printf("******CALCULA DISTORÇÃO CLICHêS******\n");
        printf("** digite letra 's' para sair **\n");
        printf("***********************************\n");
        printf("Z (dentes) engrenagem M1: ");
        scanf("%d", &gear);
        printf("espessura Dupla Face: ");
        scanf("%f", &dufa);
        printf("espessura Clichê fotopolímero: ");
        scanf("%f", &clic);
        printf("\n-----------------------------------");
        printf("\nDiâmetro Porta Clihês: %.2f mm",diaPC(gear, dufa, clic));
        printf("\nRepeat da impressão: %.2f mm",repeatPC(gear));
        printf("\n-----------------------------------");
        printf("\nCLICHÊ DISTORÇÃO tamanho: %.2f mm",distorcaoCliche(pcd, dufa));
        printf("\n***********************************\n");
        scanf("%c", &c);
    }

    return 0;
}

// função para achar o diâmetro do porta clichês
// este aplicativo exemplo somente vai calcular distorção de
// clichês com engrenagem módulo 1 (mm) em dente reto
// para outras medidas, tamanhos, opções consultar o
// desenvolvedor ou adquirir o programa completo

float diaPC(int z, float df, float cl){
    float gap = (2 * df)+(2 * cl);
    pcd = z - gap;
    return pcd;
}
// função repeat
float repeatPC(int z){
    return z * PI;
}
// função calcula distorção
float distorcaoCliche(float dpc, float df){
    float dpcpdf = (dpc + (2 * df)) + 0.1;
    return dpcpdf * PI;
}

quarta-feira, 8 de março de 2023

Como é feita a distorção do clichê?

 

O clichê para flexografia, seja de banda larga ou banda estreita é uma fôrma de impressão flexível que possui uma espessura que varia de 1,14mm, 1,7mm e 2,84mm, sendo que este último quase não se usa mais nas máquinas mais novas.

Máquinas de banda estreita hoje estão usando 1,7mm (que já esta sendo abandonado) e 1,14mm.

Mas por que é preciso distorcer, ou reduzir o clichê no sentido de comprimento, ou seja, no mesmo sentido que ele enrola no cilindro porta clichês.

A questão é matemática e física. Vou tentar explicar de uma forma bem simples sem muitas contas e uso de constantes ok?

Bem, o cilindro porta clichês usa uma engrenagem para se conectar com a máquina e assim poder ser movimentado na mesma velocidade desta e no mesmo sincronismo.

Essa engrenagem tem um ponto de engrenamento ideal que é conhecido como diâmetro primitivo. Este ponto é a interseção das engrenagens movidas e motora, em outras palavras da engrenagem do porta clichês com a do tambor central ou cilindro contra pressão e dai passadas para os do anilox e rolos pescador quando há, não vamos nos atentar a detalhes mecânicos, você só precisa saber que existe um ponto ideal onde as duas engrenagens se unem para permitir o movimento correto e perfeito.

O diâmetro primitivo então é o ponto ideal onde se encontram as engrenagens, e esta cálculo é feito usando a fórmula: DP = (Z * m).

onde:

  • z é quantidade de dentes da engrenagem
  • m é o módulo

Beleza, até ai nenhuma novidade! Agora vem a questão se o ponto ideal é o tal diâmetro primitivo um cilindro porta clichê deve ter qual diâmetro? 

Agora que a "porca torce o rabo"!

Se você pensar bem, a condição perfeita para uma boa impressão é que todo o conjunto, quando engrenado (engrenagem porta clichês + cilindro porta clichês + engrenagem do contra pressão + cilindro contra pressão) deva ficar com a mesma altura para, de certa forma, se "tocarem". Nesta primícia então o porta clichês deve ter um diâmetro igual a do primitivo correto?

Sim e não, sim do ponto de vista que essa é a condição para que haja impressão e não pelo seguinte motivo:

Se o porta clichês tivesse exatos diâmetro igual ao do primitiva da engrenagem, ao colar o dupla face e em cima dele o clichê de fotopolímero ou borracha este extrapola a altura e passa do diâmetro de engrenamento, neste caso não engrena e não encaixa na máquina.

Então, o cilindro porta clichês é fabricado retirando a espessura do dupla face e a espessura do clichê tudo isso multiplicado por dois. Sim, deve ser dobrada esta medida pois falamos de diâmetro e diâmetro vai de um lado ao outro atravessando o centro da circunferência do cilindro.

Neste caso um porta clichês no seu diâmetro nominal terá:

DPC = DP - (2 x Dupla face) + (2 x espessura do clichê).


Exemplo, se um fabricante de máquina adota como padrão para seus equipamentos o clichê de 1.14mm de espessura e fita dupla face de 0,38mm o cilindro porta clichês será DP - 3,04mm.

Fácil até agora não é?

E por que então precisa de distorção ou redução do clichês.

Vamos lá, voltemos a matemática, o diâmetro primitivo quando multiplicado por Pi (3,15mm arredondando) corresponde ao repeat ou perímetro total do desenvolvimento desta engrenagem. Isso quer dizer que a cada volta completa da engrenagem ele vai dar sempre a mesma medida ou evolução que chamamos de repeat.

Se o diâmetro primitivo da engrenagem esta maior que o diâmetro do cilindro porta clichês desnudo (nominal), então o diâmetro do porta clichês X Pi será menor.

Em outras palavras para envolver o diâmetro primitivo precisa de menos clichês que para envolver o cilindro.

Ok, Robson, até ai me convenceu, mas se ele é menor por que então, na impressão vai dar o tamanho certo do comprimento ou repeat que é o valor do diâmetro primitivo?

Simples, você não tem uma espessura?  A parte que envole o clichê terá o tamanho referente ao cilindro (parte interna) e a parte externa que esta mais longe do centro ao envolver o cilindro terá o comprimento da engrenagem no seu primitivo!

Parece complicado entender, mas pense assim para que não precisemos entrar na física e na matemática mais complexa para explicar tal fenômeno, a parte de dentro (que esta colada no clichê) vai ter o tamanho do perímetro do cilindro e a parte externa (que é a área de grafismo que vai imprimir) terá o perímetro da engrenagem no seu primitivo.

No próximo post vou ensinar fazer estes cálculos com exemplos práticos.

segunda-feira, 6 de março de 2023

Quanto material adesivo preciso para fazer 100 mil etiquetas?

 

Um outro cálculo que muitos tem dúvidas de como realizar é o cálculo de material adesivo (branco fosco, bopp, couchê, etc),necessário para fazer uma determinada quantidade de etiquetas.

Não vou entrar nos detalhes de como obter as variáveis de uma etiqueta que devem já ter sido obtidas a partir do preenchimento do pedido. Este cálculo e fundamental para que possa gerar o orçamento e posteriormente a ordem de serviços.

Quais as variáveis que você precisa ter para calcular a quantidade de material:

  • largura da etiqueta ou rótulo;
  • altura da etiqueta ou rótulo;
  • se há esqueleto na altura essa informação é importante;
  • montagem lateral, quantas etiquetas lado a lado (carreiras ou colunas) o cliente deseja receber - veja não é o como vamos otimizar na produção, mas o produto final entregue ao cliente;
  • quantidade de etiquetas - neste caso é a quantidade total mesmo que lado a lado.

Estes dados devem ser coletados pelo vendedor ou aplicativo que você usa para compor o seu pedido de orçamentos e são importantes e fundamentais.

 Agora como calculamos isso tudo?

Lembre-se que o material usado para produção de rótulos e etiquetas adesivas, ao menos aqui no Brasil, é comercializado em metros quadrados e a produção é calculada em metros lineares ok.

Passos a serem seguidos (dependendo da estrutura da empresa e prioridades a ordem dos dados podem sofrer alguma alteração ok).

  1. descobrir a largura total do material da etiqueta - isso quer dizer que temos a largura da etiqueta somado a largura do liner (esqueleto) do lado direito e esquerdo. Se for montagem dupla devemos considerar o esqueleto entre montagens também em um momento oportuno do cálculo.
  2. descobrir a altura total da etiqueta - quer dizer que temos a altura da etiqueta somado ao esqueleto na altura;
  3. feito isso, acharemos a área da etiqueta em metros quadrados - para achar a área devemos converter a etiqueta de milímetros para metro e então multiplicar altura X largura;
  4. Agora temos o valor em m² de uma etiqueta, basta multiplicar pela quantidade de etiquetas que você deseja produzir;
  5. para a quebra (quantidade calculada a mais para compensar perdas no processo, ajustes, acertos de pré-impressão, perdas de qualidade);

Pronto, simples assim você consegue achar quantidade de etiquetas para produção.

A partir deste ponto, basta alterar as variáveis (largura, esqueletos, altura, quantidade e quebra0 e você terá a quantidade necessária de material em metros quadrados.

Vamos fazer um exemplo simples e usando um algoritmo que desenvolvi para linguagem C e então veremos o resultado. Neste algoritmo obtemos os resultados em metros lineares e metros quadrados.


 /**

* DESENVOLVIDO POR ROBSON SIMÕES
*  CALCULA A matéria prima
*/
/*
    Este programa é um software livre; você pode redistribuí-lo e/ou
    modificá-lo sob os termos da Licença Pública Geral GNU como publicada
    pela Free Software Foundation; na versão 3 da Licença, ou
    (a seu critério) qualquer versão posterior.

    Este programa é distribuído na esperança de que possa ser útil,
    mas SEM NENHUMA GARANTIA; sem uma garantia implícita de ADEQUAÇÃO
    a qualquer MERCADO ou APLICAÇÃO EM PARTICULAR. Veja a
    Licença Pública Geral GNU para mais detalhes.

    Você deve ter recebido uma cópia da Licença Pública Geral GNU junto
    com este programa. Se não, veja .

*/
#include 
#include 

char c;
float calcM2Etq(int, int, int, int);
float calcM2Total(int, float, int);
float calcML(int, float, int);

float alturatotal, totallinear, metrolin;
int altu, largu, total, que, esqaltu, esqlargu;

int main()
{
    float metroQEtq = 0;
    float metroQT = 0;
    alturatotal = 0;
    while(c!= 's'){
        printf("**  CALCULA TOTAL DE MATÉRIA PRIMA  **\n");
        printf("---------------------------------------------\n");
        printf("\nLARGURA: ");
        scanf("%d", &largu);
        printf("Esqueleto largura: ");
        scanf("%d", &esqlargu);
        printf("ALTURA: ");
        scanf("%d", &altu);
        printf("ESQUELETO Altura: ");
        scanf("%d", &esqaltu);
        printf("Total etiquetas fabricar: ");
        scanf("%d", &total);
        printf("Quebra produção: ");
        scanf("%d", &que);
        printf("**        RESULTADOS DOS CÁLCULOS       **\n");
        printf("---------------------------------------------\n");
        metroQEtq = calcM2Etq(altu, largu, esqlargu, esqaltu);
        metroQT = calcM2Total(total, metroQEtq, que);
        metrolin = calcML(total, alturatotal, que);
        printf("\nLargura %d mm X Altura %d mm ", altu, largu);
        printf("\nTotal etiquetas: %d uni.", total);
        printf("\nQuebra: %d %%", que);
        printf("\n---------------------------------------------");
        printf("\nMetros Quadrados: %.2f m² - ", metroQT);
        printf("\nMetros Linear: %.2f m/l - ", metrolin);
        printf("\n\n");

        scanf("%c", &c);
    }


    return 0;
}

// cria a função para calcular m² etiqueta

float calcM2Etq(int altura, int largura, int esqLarg, int esqAlt){
    float alt =(float) (altura + esqAlt) / 1000;
    alturatotal = alt;
    float lar = (float) (largura + (2 * esqLarg))/1000;
    float m2calculado =  alt * lar;
    return m2calculado;
}

// calcula m² total baseado no total de etiquetas +  quebra

float calcM2Total(int total, float m2etq, int quebra){
    float valt = (float) total;
    float valq = (float) quebra;
    float qb =(valq / 100)+1;
    float m2t = (m2etq * valt)*qb;
    return m2t;
}

// calcula metros lineares baseado na altura e montagem lateral
// neste exemplo estamos considerando sempre a montagem = 1

float calcML(int total, float altpesq, int quebra){
    float valt = (float) total;
    float valq = (float) quebra;
    float qb =(valq / 100)+1;
    float ml = (altpesq * valt) * qb;
    return ml;
}

quinta-feira, 2 de março de 2023

Algoritmo para cálculo de velocidade média!

 Nos últimos dois posts falamos sobre o cálculo de velocidade média, correto? 

Se você não lembra, da uma olhadinha para que possa entender como funciona o cálculo e então usar o algoritmo que esta aqui.

Lembrando que não tenho aqui pretensão de ensinar ninguém a programar ou dar crédito a esta ou aquela linguagem de programação, o programa abaixo funciona em Windows (usando compilador C), Linux e Mac OS sem problemas. 

Mas se você deseja um programa personalizado ou aprender mais pode entrar em contato.

/**
* DESENVOLVIDO POR ROBSON SIMÕES
*  CALCULA A VELOCIDADE MÉDIA MÁQUINA
*/
/*
    Este programa é um software livre; você pode redistribuí-lo e/ou
    modificá-lo sob os termos da Licença Pública Geral GNU como publicada
    pela Free Software Foundation; na versão 3 da Licença, ou
    (a seu critério) qualquer versão posterior.

    Este programa é distribuído na esperança de que possa ser útil,
    mas SEM NENHUMA GARANTIA; sem uma garantia implícita de ADEQUAÇÃO
    a qualquer MERCADO ou APLICAÇÃO EM PARTICULAR. Veja a
    Licença Pública Geral GNU para mais detalhes.

    Você deve ter recebido uma cópia da Licença Pública Geral GNU junto
    com este programa. Se não, veja .

*/
#include 
#include 

int entradas, i, x;
float val, soma, media;
char c;

int main()
{
    while(c != 's'){
    x = 1;
    float velocidades[99];
    printf("**  CALCULA VELOCIDADE MÉDIA DE MÁQUINAS  **\n");
    printf("---------------------------------------------\n");
    printf("\nQuantas velocidades vamos considerar? : ");
    scanf("%d", &entradas);

    for(i=0; i <= (entradas -1 ); i++){
        printf("\Velociade %d - ", x);
        scanf("%f", &velocidades[i]);
        x++;
    }

    for(i=0; i <= (entradas - 1); i++){
        soma = soma + velocidades[i];
    }

    for(i=0; i <= (entradas - 1); i++){
        printf("\nvalor = %f", velocidades[i]);
    }
    printf("\n------------------------------\n");
    printf("\nSOMA = %.2f", soma);
    media = soma / entradas;
    printf("\nMEDIA = %.2f m/min", media);
    printf("\n------------------------------\n\n");
    scanf("%c", &c);
    }
    return 0;
}

quarta-feira, 1 de março de 2023

Fespa - feira de impressão digital agora em março!


 Encontre as principais soluções em impressão digital para comunicação visual, impressão sob demanda, personalização, têxtil, rótulos, fotografia, brindes, impressão de dados variáveis, promocional, 3D, sublimação, decoração e muito mais, tudo ao vivo para revolucionar sua empresa!

Há mais de 50 anos fomentando o mercado de impressão mundial, a APS e FESPA reúnem centenas de marcas apresentando equipamentos de alta qualidade, softwares de última geração, insumos e novas aplicações que são essenciais para a inovação dos seus produtos e serviços, gerando receita e colocando sua empresa em uma posição de liderança frente ao mercado e seus clientes.

Faça sua inscrição gratuita e tenha acesso a mais de 100 horas de conteúdos de alta relevância, ministrados pelos principais especialistas do mercado. Entre os temas abordados, você acompanhará tendências, tecnologias, gestão, vendas, marketing, empreendedorismo e, além disso, vivenciará experiências únicas em nossas áreas de conhecimento, que serão essenciais para aprimorar sua habilidade ao colaborar com seu crescimento profissional.

De 20 a 23 de março de 2023, das 13h às 20h
Pavilhão Azul do Expo Center Norte
São Paulo, SP - Brasil 

https://www.fespabrasil.com.br/pt 


terça-feira, 28 de fevereiro de 2023

Calculando a velocidade média de máquina!


Conforme combinado no post anterior, vamos lá, como se calcula a velocidade média de máquina!

Os fabricantes adoram falar que suas máquinas fazem 100m/min (cem metros por minuto) outros até dão uma exagerada e dizem 150m/min, mas vejam, até consegue atingir esta velocidade, mas esta velocidade é a velocidade MECÂNICA que o equipamento realiza sem carga (sem material, sem porta clichês, sem facas, sem retirada de esqueletos, etc... etc..).

Na produção real, do dia a dia, onde os esqueletos lateral são mais finos que o entre etiquetas, onde a tensão do retirador de esqueleto rompe o material, a tinta esta espumando (no caso de base água isso é muito comum), o formato de corte (desenho da faca) não permite a retirada do esqueleto de forma prática e segura sem romper, essas velocidade nunca serão atingidas.

Então como saber a velocidade média de minha máquina?

Bem simples: pegue a velocidade de um produto simples que roda no máximo que consegue sem romper esqueleto e obtendo qualidade, alinhamento e tensão corretas e divida pela velocidade máxima obtida com o  produto mais problemático que você tem.

Complicado? Vou tentar explicar melhor:

Digamos que você tem uma etiqueta 40x40mm e consegue rodar ela imprimindo a 1 cor (ou sem impressão não importa) a uma velocidade máxima de 85m/min. 

E agora você colocou um produto que tem uma faca especial com um esqueleto que dificulta sua remoção, com impressão a 4 cores, uma pantone e verniz UV e a velocidade máxima que conseguiu atingir neste produto foi de 45m/min.

vamos a fórmula:

VM = (85 + 45) / 2

VM = 130 / 2

VM = 65m/min

Seguindo as orientações acima você sabe agora que a média de velocidade de sua impressora é de 65m/min para efeitos de cálculos.

Como minimizar os erros e obter uma velocidade média mais precisa. Para isso você inclui mais variáveis, ou seja, mais observações de seus trabalhos, exemplo:

  1. 40x40 uma cor = 85m/min
  2. 125x242 especial - 4 cores + pantone + verniz = 45m/min
  3. 60x60 3 cores = 70m/min
  4. 100x150 sem impressão = 80m/min
  5. 100x150 chapado amarelo = 35m/min

Agora então fazemos

VM = (85 + 45 + 70 + 80 + 35) / 5

VM = 315 / 5

VM = 63m/min

Sabemos agora com mais precisão para efeitos de cálculos que a velocidade médias de nossa máquina, baseado nos trabalhos que fazemos é de 63m/min



Como saber se uma papel é térmico?

Alguns de meus leitores são apenas usuários de etiquetas e rótulos. Outros são fabricantes de máquinas e equipamentos, vendedores de insumos...