quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Código de barras na produção

Antes de falarmos sobre o código de barras na produção é necessário entender o que é o código de barras.
O código de barras é a representação gráfica de uma sequência de caracteres. Estes caracteres, dependendo do tipo de código podem ser numéricos ou alfanuméricos que incluem letras e símbolos.
A grande vantagem do uso de código de barras é sua rápida identificação e sem erros de digitação. Esta leitura que é da ordem de milissegundos é realizada através de aparelhos chamados de leitores ópticos. Estes aparelhos podem ser portáteis, com fio, sem fio, fixos e atualmente até em um telefone celular com uso de um aplicativo é possível ler códigos de barras sem dificuldades.
Mas o que importa no código de barras é o seu "link" com um banco de dados. Ou seja, esta codificação alfanumérica do código "amarrado" com um produto, serviço ou dispositivo em uma base de dados em sua empresa ou comércio. Em outras palavras este código esta para o produto ou serviço como o CPF esta para uma pessoa física no mundo real. O CPF identifica o indivíduo como contribuinte e o código, por traz das barras graficamente impressas, está para o produto.
Produtos comercializados em mercados, padarias, etc., possuem a codificação EAN-13 que compõe o código com 12 dígitos que identificam o país, empresa e produto e o 13º dígito é o código verificador. É este último dígito, que deve ser gerado automaticamente através de um algoritmo é quem valida o código.
Agora que já sabemos o que é e como funciona o código de barras podemos falar de sua utilização na indústria de conversão.

Usar o código de barras EAN-13 na indústria não é lá bem certo devido ao próprio mecanismo de sua formatação e limitações de caracteres além é claro de ter que gerar o dígito validador. Para a indústria e até mesmo para algumas aplicações (como é o caso dos Correios) opta-se sempre pelo uso de um código mais flexível que possa ou permita o uso de outros caracteres com letras e símbolos, então usamos o Code 128. As notas fiscais eletrônicas utilizam o padrão de código de barras Code 128.
O mais importante a lembrar é que dependendo da quantidade de caracteres que compõe seu código, tanto maior será ele em relação a seu espaço horizontal ou vertical dependendo de sua orientação no impresso.
Sistema de Kanban utilizando código de barras e coletor de dados portátil
Mas voltando, o uso do código de barras agiliza o processo de conferência de ordens de serviço por exemplo, agilizam o processo de baixa de OS e também de automação na cadeia produção.
Voltando ao exemplo do código 128. Podemos ter em um código os seguintes dados:
  1. número da OS
  2. número do pedido
  3. código do cliente
  4. data emissão
  5. máquina ou turno
  6. etc...
 Estes dados estarão concatenados no código como por exemplo abaixo:
  1. OS - 456
  2. Pedido - 1200
  3. Código cliente - 32
  4. Data Emissão - 21/01/2016
  5. Máquina - F02 (flexo 02, por exemplo)
  6. Turno - A (horário do turno A das 06:00 as 14:00, por exemplo)
O código concatenado seria algo assim (exemplo)
456P1200C0032E210116F02A
 
 
 Viram como em um único código temos todas as informações importantes para usar na linha de produção de uma etiqueta, ou mesmo de uma peça de automóvel ou ainda na linha de produção de comida congelada.

Como usar as informações
Lembrem que eu como programador selecionei algumas informações que achava importante para o meu negócio ok, então concatenei (coloquei uma na sequência da outra) estas informações. Agora, quando meu leitor de código de barras ler este código eu farei o caminho inverso, separando cada dado conforme minhas características de programa, por exemplo:
  • os 3 primeiros caracteres referem-se ao número da OS
  • Pxxxx seguido dos quatro próximos caracteres referem-se ao pedido
  • Cxxxx seguido de quatro caracteres são o código do cliente no meu banco de dados
  • Eddmmyy - data da emissão com dia/mês/ano
  • Fxx - equipamento que se destina ou para qual foi gerada a ordem de serviço
  • A (B, C...) - turno em que deve ser produzido ou fabricado.
No caso acima o mesmo programa que gera a OS com o Código de Barras também possui a capacidade de leitura, como um campo de pesquisa, onde o coletor fará o trabalho de ler e atualizar estes dados através da tomada de decisão do operador que pode ser após localizar o arquivo:
  1. Iniciar produção;
  2. paralisar produção;
  3. finalizar produção;
  4. encaminhar para expedição;
  5. baixar OS;
  6. cancelar OS;
  7. etc...
Tudo com apenas Cliques em ícones e comandos simples sem  necessidade de digitar uma só linha ou código de cliente, produto ou ordem de serviço, tudo de forma automática e com erro próximo a Zero.
A facilidade e a velocidade conseguida por conferência e lançamento de OS é 5 vezes mais rápido pelo menos e a porcentagem de erro é de no máximo 1% já que uma OS só pode ser tratada, conferida ou executada após esta ser "apresentada" ao leitor, carregando os dados dela e somente pertencentes a ela na etapa e estágio em que se encontra, por isso é muito eficiente.

Um pouco confuso? Sei que é um assunto para muitos novo, cheio de questionamentos e perguntas sobre quanto custa investir neste processo? Uma empresa com apenas duas máquinas e 3 funcionário podem ter este sistema? É seguro usar este tipo de recurso? E tantas outras perguntas.
De bate e pronto já digo que é vantajoso pelo simples fato de evitar erros na logística, por atender e colocar em tempo real no sistema todo o processo produtivo (PCP, por assim dizer e apontamento de produção em uma única etapa) e pode ser utilizado por qualquer sistema operacional, afinal o leitor é como um teclado ligado no USB.

Quer saber mais? Ficou curioso de como pode utilizar códigos de barras em sua linha de produção ou montagem? Entre em contato hoje mesmo e saiba como utilizar códigos de barras em sua indústria ou linha de montagens.
Entre me contado, desenvolvo também aplicativos para impressão de etiquetas com código de barras para diversas indústrias.

Curiosidade: o código de barras não tem nenhuma informação de produto nele, ele é um código numérico ou alfanumérico que permite acessar como um identificado uma área do banco de dados local ou em rede, utilizando o método de pesquisa baseado neste código. Para se ter gravados informações do produto que podem ser alteradas em tempo real e gravadas na etiqueta devemos pensar no RFID (Radio-Frequency IDentification) uma outra tecnologia provida de antena e um microchip onde por equipamentos especiais de impressão e gravação, como alguns modelos das impressoras térmicas Zebra, é possível fazer esta interação.
Etiqueta auto adesiva impressa por termotransferência e com tecnologia RFID









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