terça-feira, 5 de janeiro de 2016

A qualidade depende de variáveis!

Em flexografia tudo é variável. Desde o formato da embalagem, rótulo ou etiqueta até a escolha do anilox, substrato e tinta.
Para se obter qualidade em impressão flexográfica precisamos voltar um pouco, antes mesmo da OS (ordem de serviços) chegar a sala de impressão.
A qualidade começa na escolha dos arquivos para geração da arte. Bons arquivos, fontes "limpas" e de boa procedência, imagens de boa resolução e convertidas em CMYK e tratamento de imagem adequado prevendo os ganhos de pontos são os primeiros passos a se tomar quando queremos obter resultado ótimos de qualidade na impressão.

Uma vez que temos as artes apropriadamente desenvolvidas para nosso sistema de impressão (máquina e recursos), temos que nos preocupar agora em selecionar um bom fornecedor de chapas de impressão, os famosos clichês ou Cyrel® como era comumente chamado a alguns anos.
Sistema de gravação de fotopolímero cópia da chapa laser
Hoje, existem muitos outros fabricantes de fotopolímeros e tecnologias diferentes para gravação de clichês. Você deve escolher a que melhor se adapte ao seu sistema de impressão e recursos. Como sempre digo, um excelente jogo de clichês não compensam anilox de baixa qualidade, máquinas sem recursos de ajustes de registro, tintas de qualidade baixa e substratos inadequados.
Clichês na mão, hora de colar. Colagem de clichês é uma arte. É necessário bons cilindros porta clichês, que estejam alinhados e balanceados junto ao eixo e é fundamental uma boa fita dupla face, acolchoada e apropriada ao tipo de trabalho e default da fabricação do cilindro. http://produto.mercadolivre.com.br/MLB-732533502-flexografia-apostila-treinamento-flexo-banda-estreita-_JM.
Sistema de colagem de clichês por microponto em equipamento com câmeras digitais
Neste ponto lembro que também é importante selecionar a espessura do clichê para que em conjunto com o dupla face estejam dentro dos padrões do primitivo da engrenagem do cilindro em questão. Para saber mais sobre este e outros assuntos você pode adquirir minha apostila pelo mercado livre:
Colagem executada, hora de montar em máquina. Esta montagem devem seguir os critérios de escolha de anilox para cada cor (tinta) e a sequência de impressão deve também ser selecionada conforme a geometria e os efeitos que se deseja ter na impressão. Em geral usa-se em flexo YMCK (amarelho, magenta, cyan e preto) mas nada impede por exemplo de ser KCMY (preto, cyan, magenta e amarelo) quando a impressão é interna ou ainda usar a mesma sequência sugerida pela off-set que é CMYK (Cyan, Magenta, Amarelo e preto). A alternância na sequência interfere diretamente no resultado final, mas todas permitem a impressão de uma cromia.
Outros pontos que devem ser observados são a viscosidade (uma fator não comum em off-set). A viscosidade da tinta interfere na sua secagem, transferência e qualidade de impressão como no tom e cobertura. Tintas muito viscosas e com velocidade de impressão muito alta podem "blocar" no rebobinamento e decalcar no verso do impresso.
Velocidade de impressão, tipo de secagem e tensão do rebobinamento interferem tanto na qualidade quanto no dimensionamento da embalagem. Túneis de secagem com temperatura muito alta podem deformar a embalagem ou rótulo alterando suas dimensões e levando a perda do padrão da fotocélula. Rebobinamento com muita tensão podem levar ao estiramento do material, principalmente em PE, PP ou outro poliolefínico.
Deu para perceber que na flexografia temos muito mais variáveis do que constantes, por isso conhecer bem o equipamento, o trabalho e as variáveis de cada etapa permitem maior sucesso na reprodução de uma embalagem, rótulo ou etiqueta.
Para saber mais e treinar sua equipe para conhecer estes conceitos e variáveis entrem em contato comigo. O investimento em treinamento é muito menor do que imagina.


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