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O "papo reto" sobre a manutenção.

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Como bons brasileiros, temos um talento especial para procrastinar. Grande parte de nós deixa tudo para a última hora — ou pior, só lembra do problema quando a vaca já foi para o brejo . O famoso “ já-já eu faço ” não está restrito aos escritórios, às tarefas da escola, da faculdade ou à arrumação da casa. Ele está profundamente enraizado naquilo que deveria ser sagrado: a manutenção preventiva . E, nesse quesito, quase 100% das indústrias brasileiras falham — o setor gráfico incluído. Uma simples lubrificação, que consiste apenas em aplicar óleo ou graxa em uma corrente ou engrenagem. A troca de uma bucha gasta. A substituição de um parafuso com a cabeça desgastada ou rosca danificada. Tudo isso é empurrado para depois. Só trocamos quando a gambiarra já não dá conta de segurar o problema. Aliás, a gambiarra é o “anestésico” antes de tudo desandar. Grande parte das paradas de máquina começa com uma solução paliativa que o “ mecânico ” ou “ operador ” acredita que vai resolver. Ao long...

Explicando o grupo impressor flexográfico

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  Como consultor e técnico em impressão flexográfica, é muito comum me deparar com equipamentos das mais diversas configurações, marcas e modelos. No entanto, a base de sua construção e funcionamento — sejam máquinas modulares, de tambor central, nacionais ou importadas — permanece essencialmente a mesma. Há alguns anos, para uma apostila criada especialmente para os treinamentos e consultorias que realizo nas empresas, desenhei o grupo impressor mais básico, ainda utilizado pela maior parte dos fabricantes de máquinas ao redor do mundo, tanto de banda estreita quanto de banda larga. Esse grupo impressor, ilustrado na abertura desta matéria, é composto por elementos simples e de fácil fabricação. Acredite: não é necessário nenhum conhecimento avançado de engenharia ou mesmo do processo flexográfico para compreendê-lo. Afinal, muitas das máquinas existentes foram — e continuam sendo — produzidas com base na cópia de equipamentos ou conceitos do passado. Partes de um grupo impressor ...

Polegadas ou milímetros, como lidar com estas grandezas?

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Ao visitar clientes, é comum ouvir comentários como: “ Minha etiqueta tem 10 centímetros por 15 centímetros (10 cm x 15 cm) ” ou até misturas de unidades: “ A embalagem tem 220 milímetros de largura e 33 centímetros de comprimento. ” No Brasil, por padronização , as medidas de embalagens são geralmente expressas em milímetros (mm) . No entanto, alguns equipamentos — especialmente impressoras de banda estreita usadas na produção de rótulos e etiquetas — foram fabricados e configurados em polegadas (in) . Nesses casos, as medidas podem aparecer em frações, como 1/8 , 1/4 ou 32 DP (no caso de engrenagens). Para diâmetros de tubetes , o uso da polegada é padrão, com medidas como 1" , 1½" , 3" , 6" , e assim por diante. Mas como conviver com essa mistura de sistemas e manter um padrão dentro da indústria? É mais simples do que parece — veja só. Abreviações cm – centímetros mm – milímetros m – metros (atenção: “M” maiúsculo indica milhas) in ou " – polegadas R...

O anilox Cerâmico (parte 04)

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Chegamos finalmente ao anilox cerâmico , a etapa mais avançada da evolução dos sistemas de distribuição de tinta na flexografia — e, até hoje, o método que oferece a aplicação mais uniforme e controlada. Antes de prosseguir, vale uma correção importante: assim como ocorre com marcas que viram metonímias, o termo “anilox cerâmico” é tecnicamente impreciso. O anilox não é cerâmico ; ele é revestido com cerâmica . O cilindro continua sendo fabricado em aço, recebendo apenas uma camada superficial cerâmica. Esse revestimento é aplicado por meio do processo de pulverização por plasma , que deposita a cerâmica de forma extremamente resistente, criando a base ideal para a gravação das células por laser — tema que será aprofundado na sequência da série. Vou explicar: a cerâmica em um cilindro anilox é aplicada através de um processo de pulverização de plasma, que é uma técnica avançada utilizada na indústria mecânica de revestimento. Neste processo, um revestimento cerâmico uniforme, denso ...

Distribuição de tintas - Anilox mecânico (parte 03)

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Já abordei em duas publicações anteriores a configuração do sistema de impressão flexográfica e o surgimento dos primeiros cilindros anilox produzidos por gravação química. Agora, avançando na evolução dessa tecnologia, vamos aprofundar o desenvolvimento do anilox. Como mencionei, o processo químico de formação das células representou um grande avanço para a época. No entanto, ele apresentava limitações importantes: não havia uniformidade na profundidade das células, nem na inclinação do ângulo de gravação. Além disso, fatores como composição do banho químico, tempo de imersão, temperatura, velocidade de rotação do cilindro e até o momento exato da interrupção do processo influenciavam diretamente o resultado final. Pequenas variações podiam causar deformações nas células e alterar a espessura das paredes, comprometendo a qualidade do cilindro. Foi nesse contexto que surgiu a ideia da gravação mecânica . Em algum momento — não se sabe exatamente por quem — alguém questionou: “Por que n...

Problemas mecânicos que interferem na qualidade de impressão!

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Uma máquina flexográfica é composta por diversos elementos mecânicos — como engrenagens, rolamentos, peças e estrutura — que, combinados de forma precisa por meio de engenharia e sequência operacional, permitem a produção de embalagens, rótulos, etiquetas e outros tipos de impressos voltados à indústria de acondicionamento. A flexografia é atualmente uma das principais tecnologias de impressão utilizadas no setor industrial, sendo responsável pela maior parte da produção de embalagens e materiais impressos destinados ao transporte e acondicionamento dos mais variados produtos — de alimentos a autopeças, de medicamentos a produtos químicos. Trata-se de um processo versátil, eficiente e adaptável, capaz de atender às demandas de diferentes segmentos e à criatividade dos designers e fabricantes. Todos esses componentes precisam ser montados com extrema precisão, respeitando tolerâncias que muitas vezes chegam à ordem de microns (milésima parte do milímetro). Qualquer variação — seja para ...

A tecnologia flexográfica na distribuição de tintas - Anilox (parte 02)

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Na primeira parte deste artigo sobre tecnologia de distribuição de tintas, comentei sobre os dois cilindros mais importantes que surgiram para a entintagem: o pescador e o entintador . Historicamente, ambos eram revestidos com o mesmo material — borracha . Com o avanço das técnicas, os cilindros dosadores de tinta (entintadores) passaram a receber revestimento em cromo , ainda sem qualquer tipo de gravação. Posteriormente, em determinado momento, alguém teve a iniciativa de gravar alvéolos , utilizando retículas de ponto quadrado , semelhantes às empregadas no sistema rotográfico. Assim surgiu o primeiro tipo de cilindro anilox , gravado quimicamente e produzido de forma similar ao processo de fabricação dos cilindros rotográficos. Durante muitos anos esta foi a solução perfeita para a distribuição uniforme de tintas nos grupos impressores que assim são definidos: um tinteiro - reservatório de tinta, onde coloca-se a tinta líquida de baixa viscosidade a base de solvente ou solúveis em...