A tecnologia de distribuição uniforme de tintas em flexografia! (parte 01)
Na flexografia, desde sua criação, o grande desafio sempre foi garantir uma distribuição uniforme e consistente da tinta , independentemente da velocidade de produção. Nos primórdios do processo, a tinta — líquida no sistema flexográfico — era transferida por meio de dois rolos de borracha: o pescador e o entintador . Esse conjunto funcionava adequadamente em velocidades médias e com tintas à base de anilina, muito utilizadas na impressão de sacos e papéis fantasia. No entanto, qualquer variação de velocidade tornava evidente um problema crítico: excesso ou falta de tinta , resultando em falhas de cobertura e grande instabilidade no padrão de cor. Controlar a consistência cromática era praticamente impossível — até porque, naquela época, esse controle ainda não era uma preocupação central. Mas por que isso acontecia? Para compreender o fenômeno, precisamos recorrer à física e à mecânica dos fluidos . Ser impressor flexográfico não é apenas apertar botões ou ajustar clichês em registr...