Conheça o Polietileno (PE)
O polietileno foi descoberto acidentalmente em 1898 pelo químico alemão Hans von Pechmann, ao aquecer diazometano. Seus colegas Eugen Bamberger e Friedrich Tschirner identificaram que a substância branca formada era composta por longas cadeias de –CH₂–, dando origem ao nome polietileno.
A forma moderna do material surgiu em 27 de março de 1933, quando Reginald Gibson e Eric Fawcett, dos laboratórios ICI (Inglaterra), sintetizaram polietileno sob altíssima pressão (cerca de 1400 bar) e 170 °C, obtendo o polímero de alta viscosidade que conhecemos hoje.
O polietileno é utilizado na fabricação de diversos produtos finais, e cada aplicação exige um processo específico. Entre os mais comuns estão:
Extrusão: filmes, cabos, fios e tubulações.
Moldagem por injeção: peças tridimensionais com geometrias complexas.
Injeção e sopro: garrafas de diferentes volumes.
Extrusão e sopro: bolsas e tubos de parede fina.
Extrusão e sopro de corpos ocos: frascos e garrafas.
Rotomoldagem: tanques e peças ocas de grande porte.
O polietileno é naturalmente translúcido, mas pode ser colorido por três métodos principais:
Adição de pigmento em pó antes do processamento.
Coloração total do material antes da transformação.
Uso de masterbatch, a forma mais prática e econômica de pigmentação.
Além disso, o desempenho do produto final depende da escolha correta de aditivos, que variam conforme a aplicação. Entre os mais utilizados estão: antioxidantes, retardantes de chama, antiestáticos e agentes antibacterianos.
Polietileno Extrusado por Processo de Balão e Seu Uso em Embalagens Flexíveis
O processo de extrusão por balão (ou blown film) é um dos métodos mais utilizados na transformação do polietileno (PE) para a produção de embalagens flexíveis, graças à sua versatilidade, baixo custo e excelente desempenho mecânico.
Como funciona o processo de balão
O polietileno é fundido no extrusor e empurrado através de uma matriz circular, formando um tubo de filme. Esse tubo é inflado com ar, criando o “balão”, que é estirado e resfriado até atingir a espessura desejada. Em seguida, o filme é colapsado, bobinado e preparado para conversão.
Esse processo permite controlar características como:
Espessura
Transparência e brilho
Resistência mecânica
Barreira a gases e umidade
Coeficiente de atrito (COF)
Aplicações em embalagens flexíveis
O filme de polietileno produzido por balão é amplamente utilizado em:
Sacos e sacolas (supermercado, varejo, lixo, delivery)
Embalagens industriais (liners, filmes para paletização, proteção de produtos)
Embalagens alimentícias (pães, frutas, gelo, hortifrúti)
Filmes técnicos (shrink, stretch, filmes agrícolas)
A escolha do tipo de PE — PEBD, PEAD, PELBD ou blends — depende da resistência, flexibilidade e transparência desejadas.
Por que o processo de balão é tão usado?
Permite produzir filmes de baixo a alto desempenho
Aceita aditivos (antiblock, slip, UV, antioxidantes)
Permite coextrusão (2, 3, 5 camadas ou mais) para filmes com propriedades específicas
É econômico e altamente produtivo
Atende desde aplicações simples até filmes técnicos de alta performance
O polietileno extrusado por balão é a base da maior parte das embalagens flexíveis do mercado, oferecendo excelente custo-benefício, boa processabilidade e ampla gama de propriedades que atendem desde o uso doméstico até aplicações industriais e alimentícias.
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