COMO FUNCIONA: Contametros
Quando produzimos uma embalagem ou etiqueta, é comum recebermos uma quantidade de matéria‑prima maior do que a necessária para o pedido, ou várias bobinas que serão divididas entre diferentes modelos de rótulos, etiquetas ou embalagens.
Imagine uma bobina de 80 kg montada no desbobinador, que precisa ser dividida em três partes para três trabalhos distintos:
um utilizará 25 kg,
outro 15 kg,
e o último ficará com os 40 kg restantes.
A solução mais simples — tentar dividir “no olho”, imprimindo metade da bobina e controlando pelo diâmetro — não funciona bem na prática. Isso acontece porque não temos como medir o peso da bobina diretamente na máquina, já que rebobinadores e desbobinadores não possuem balanças. Por isso, a forma correta é converter o peso em metragem e controlar a produção pelo contador de metros.
Já expliquei aqui no blog como converter metros em quilos, mas vamos ao exemplo: Suponha um material de polietileno com 30 g/m². Se a bobina tem 1 metro de largura e pesa 80 kg, ela terá aproximadamente 2.667 metros lineares.
Com isso, fica fácil dividir:
Para produzir 25 kg, usamos 834 metros.
Para produzir 15 kg, usamos 500 metros.
A sobra, 1.334 metros, será destinada ao terceiro modelo.
Simples, não é?
Como controlar isso na máquina
Instalamos um contador de metragem programável com parada automática. Ele permite definir exatamente a metragem desejada para cada parte da produção.
O funcionamento é direto: O equipamento recebe pulsos de um sensor — que pode ser indutivo, instalado nos cilindros tracionadores, ou um encoder, que é muito mais preciso. Cada pulso é somado e convertido em metros, exibidos no display.
Quando a metragem programada é atingida, o contador envia um sinal ou interrompe o circuito da contatora, desligando o motor principal e todos os dispositivos associados à impressora ou rebobinadeira.
Para continuar a produção, basta resetar o contador e religar a máquina. Se não inserirmos um novo valor, ele repetirá a mesma metragem de parada.
No nosso exemplo:
Programamos 834 m para o primeiro modelo.
Após a parada, inserimos 500 m para o segundo.
Para o terceiro, podemos programar 1.334 m ou simplesmente deixar a máquina rodar até o fim da bobina, já que sabemos que o total é de 80 kg.
Ele garante precisão, organização e zero desperdício, evitando falta de material ou divergências entre os modelos produzidos.
Sou Robson Yuri, consultor e especialista em flexografia, com mais de 35 anos de experiência em processos de banda estreita e banda larga. Atuo no desenvolvimento técnico, otimização de processos, treinamento de equipes e solução de problemas complexos em impressão flexográfica.
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