
Esta é uma pergunta
que sempre recebo ao publicar alguma matérias no blog sobre
impressoras ou quando estou em alguma consultoria ou palestra: “Vale
a pena eu modernizar minha impressora de banda estreita?”.
Bem, tudo na vida
evolui certo? A cada ano somos bombardeados de novas tecnologias
(mesmo que usando conceitos antigos ou hardwares reaproveitados de
outros gadgets), que nos permite facilidades e gerenciamentos mais
precisos. Na flexografia também é assim.
Mais e mais
equipamentos todos os dias estão evoluindo e, recebendo não só
novos sensores e dispositivos eletrônicos, que podemos chamar de
tecnologia incorporada, como também novos conceitos mecânicos e
dispositivos práticos de acoplamentos com menos usos de ferramentas
e mais uso de sistemas de clip, encaixes e auto travamento.
Mas voltando ao foco
da pergunta, eu diria que depende.
Depende de muitos
fatores, um dos quais é a própria idade do equipamento, conceito e
designer do mesmo e principalmente estrutura e alinhamento (precisão
na construção eu diria).
Uma Vamper de 1970
eu diria que a “modernização” que poderia ser feita seria
somente a inclusão de um contador de metragens eletrônico e um
sistema de controle de velocidade baseado em inversor de frequência,
mais nada.
Mas ai você me
pergunta e os anilox?
Bem, uma Vamper
120mm de largura (ou até as 100mm, isso mesmo existia uma 100mm) o
preço de fabricação de um anilox ficaria muito próximo ao preço
de fabricação de um para uma impressora 160mm de largura, o custo
de fabricação de 3 peças mais os rolos pescador de borracha
poderiam até ultrapassar o valor venal da máquina, pode parecer
brincadeira, mas sim uma Vamper lá dos anos 1970 não passaria hoje
de pouco mais de 10 mil reais, isto sendo muito otimista e se já
estiver com contador eletrônico e inversor, se não vale pelo menos
uns 3 mil a menos.
Já uma Flexorama lá
dos anos 1980 a história já muda de figura. A estrutura é boa, o
conceito e melhorzinho, os espaços são mais confortáveis e podemos
nos dar ao luxo de trocar os anilox, rolos pescador, puxador, colocar
um sensor de ruptura de papel, contador de metragem eletrônico,
inversor de frequência, sistema de secagem final com IR e até um
sistema de cura UV no final para aplicação de verniz. Dá até
para, dependendo do material que se deseja imprimir, colocar um
alinhador de banda na entrada e um cavalete com capacidade de
desbobinamento para 2500 metros ou mais e sistema de controle de
tensão de entrada eletrônico.
“Há mais isso
tornaria a máquina muito cara e seria impraticável, compensa
compara uma nova”, você me diria, correto?
Como disse no
início, depende. Uma máquina nova na mesma configuração que a sua
máquina tem (digamos que 4 cores) com todos os acessórios que
mencionei, não sairia por menos de 90 mil e ainda teria que mandar
os desenhos das facas, porta clichês e outros acessórios para que
pudesse usar o que já tem e não ter que reinvestir nestas
ferramentas.
Já o upgrade destas
peças em sua máquina, além de darem a ela condições excelentes
de trabalho, ser mais rápido que a espera de uma nova máquina ainda
aumenta a sobrevida de sua máquina em pelo menos mais 8 anos e seu
valor de revenda e tudo isso pela metade do preço de uma nova ou até
menos.
Sua máquina com
estas alterações e com apenas 5 a 8 dias parada (se considerar
pintura e desmontagem para troca de rolamentos do tambor central e
engrenagens) ficaria em estado de nova.
Algumas máquinas
bem fabricadas já da década de 90 e mais recentemente máquinas
fabricadas a até 2005 mais ou menos permitem boas alterações de
produtos embarcados com bastante sucesso.
O que pode-se
incluir para melhorar sua máquina ou “modernizar” ela um pouco e
obter maior qualidade são os seguintes itens (mais comumente ok, tem
outros pontos e produtos que podem ser incluídos):
-
anilox – novos do tipo GTT ou ainda os convencionais;
-
rolos pescador (tomador) os rolos de borracha que transferem a tinta do tinteiro para o anilox;
-
rolos puxadores – todos;
-
guias – avalia o estado e proceder a reforma, substituição ou inclusão;
-
tinteiros – caso sejam de alumínio ou de outro tipo de material e estejam com danos, enferrujados substituir por de aço inox;
-
rolamentos – todos dos grupos impressores;
-
buchas – todas;
-
feltros de freio ou elementos de freio – todos;
-
mangueiras de ar – todas (se seu equipamento é construído com sistema pneumático);
-
conexões de ar – todas que estiverem danos ou aparentemente deterioradas pelo tempo e uso;
-
conectores elétricos – todos que estiverem apresentando sinais de dano;
-
conexões feitas com fita isolante – todas e substituir por bornes ou conectores;
-
inversor de frequência – caso seja varimot ou outro sistema mais antigo de controle de velocidade substituir por esta opção;
-
sistema de contagem de metragem eletrônica – incluir caso não exista – usar contadores com sistema de calibração para precisão das medidas;
-
sistema de secagem final – avaliar o tipo, estado e substituir as peças e resistências por outras mais eficientes ou com sistema IR;
-
sistema de aleta luminoso e sonoro para ligação, produção e operação da máquina – sistema de luz de aviso e sinal sonoro para evitar acidentes;
-
sistema de ruptura de papel – para a máquina se o papel quebrar no meio da produção evitando dano maior e sujar a máquina;
-
sistema de parada por ruptura de esqueleto – o mesmo que o papel o do esqueleto para a máquina ou dá um alertar para o operador atentar a este defeito e marcar a bobina.
-
Sistema automático de marcação de defeito – um sistema que “pinta” uma faixa sobre as etiquetas no rebobinamento indicando o começo e o fim de um defeito inutilizando esta faixa de etiqueta ou permitindo uma visualização do operador de revisão para atentar a partir deste ponto, retirando a faixa ruim;
-
sistema de parada no fim da bobina – para a máquina se a bobina de material acabar (entrada);
-
sistema de controle de tensão de desbobinamento;
-
horímetro – totaliza as horas que a máquina ficou ligada ou em operação, fundamental para manutenção e avaliação de produtividade da máquina.
Basicamente é isso
que eu colocaria e indicaria fazer em uma máquina para reformar ou
“modernizar” ela. Poder não parecer muito e a primeiro momento
pode parecer “caro”. Mas você agrega valor e com isso agrega
também melhores condições de uso, qualidade na impressão e maior
produtividade no final.
Lembre-se que não
avaliei o estado do tambor central, pontas de eixos dos porta
clichês, estado geral dos cilindros contra faca, se estes estiverem
em um estado aceitável não faremos nada, caso precise de retífica,
alinhamento ou algum tipo de ajuste o prazo de conclusão após
desmontagem é aumentado e o custo também alterá o.k.
Para saber mais entre em contato, tenho um sistema desenvolvido para acompanhamento e monitoramento de máquinas flexográficas via Wi-FI em seu computador ou smartphone.
Para saber mais entre em contato, tenho um sistema desenvolvido para acompanhamento e monitoramento de máquinas flexográficas via Wi-FI em seu computador ou smartphone.
Nenhum comentário:
Postar um comentário